Qual o sentido de ir
Quando já fui?
Alma velha, alma antiga
Como se tudo já tivesse passado pela vista
Um “que” de dejavú
Um “que” de vários que já passaram
Um “que” de que já vi
Já vivi Tudo o que está por vir
Uma história linda que já li
Nostalgia
Encosto na parede
Um quadro se arma
Uma moldura me engessa
Só meus olhos transbordam
O corpo desanda
Não entendem o que alma clama
Identifico-me com tudo
Não vivo mais nada
Nada me ativa
Nada me incita
Nada me irrita
Irrita apenas expectativas
Já não as tenho
Eu te entendo
Mas você me entenderia?
Só quero um canto
Hoje canto, não danço
Não sigo mais regras
Não quero mais balelas
Não desejo mais só corpo
Não começo algo que duraria pouco
Não falo o que não querem escutar
Não escuto os verbos que querem vomitar
Nada parece ajudar
Só quieta
Acho que devo ficar
Até algo novo novamente chegar.
Bixx
Carioca não queimada de praia, jornalista, articulista, artista, cantora, mais conhecida como Bixxcoito. Não, não é porque todo mundo come. Preciso deixar claro. É porque vivi na terra da garoa há alguns anos. A rivalidade entre RJ e SP levou-me a este título. De volta ao Rio, resolveu ser também atriz, produtora e escritora. Escreve sobre coisas que leu, viu, sentiu, enxergou, imagina que sentiram, imaginou. Tem todos os sonhos do mundo. Mais?
terça-feira, maio 22, 2012
domingo, abril 29, 2012
Irreversível
Acordei. Despertei para vida. Para a vida que eu quero levar. Preciso levar. Venha. A porta está aberta. Sempre esteve aberta. Desde quando consigo controlar alguma coisa. Necessitamos de compreensão. Ninguém aqui é bicho papão. Existem contradições. Agressões. Sensações. Conclusões erradas. Atitudes errantes. Situações angustiantes. Vontades. Desejos. Anseios. É do que somos feitos. Como respeitar? Como não julgar? Quando despertar? Vamos tentar mudar? Nunca quero deixar. Nunca quis desistir. Nunca quis resistir. Venha já. Vamos lá. Conversar. Conversar. Tagarelar. Quem sabe entre uma palavra e outra, acerto o que deveria falar. Deveria fazer. Deveria mostrar. Mostrei um lado que não queria. Eu não queria. Só receio ser algo que não posso. Não gosto. Não sou. Não há perdão? Quero só uma solução. Há solução? Acaso. Acontecem coisas por acaso. Coisas que não esperava. Irreversível. A dor. É irreversível. Mudar a forma de pensar. De tentar. É opcional.
domingo, abril 15, 2012
Criando meu mundo
Tenho que aprender a brincar mais. Outra famosa frase que todos repetem incansavelmente: rir dos próprios erros. Muitas pessoas repetem palavras combinadas, bonitas, que conectam pela sonoridade não pelo entendimento. Rir de nós mesmos. A frase é simples. Não se engane, há vários significados. Já pensou nisso? Até tento. Ando tentando. Ando com sorriso no rosto. 24 horas por dia. Dou aquela risada acanhada, escandalosa, amarelada. Digo a mim mesma: você é falível. Todos são. Aprendemos com o erro. Não posso ser perfeita. Não podemos. Aprenda, entenda. Mas minha alma me atormenta. Por que perto das pessoas que amamos é pior? Por que prestamos tanta atenção no que os outros dizem e não no que sentimos? Ou o oposto. Equilíbrio torto. Pior ainda é quando já não dizem mais nada. Por que cheguei até aqui? Estou saindo, estou me abrindo, mas não quer dizer que estou. Na verdade, quando realmente estive... o que é bem? Estou ou não estou bem? Não tenho do que reclamar. Eu deveria estar ótima. Disseram isso. Ando procurando pelas ruas, nas conversas conectadas, na mesa de bar abarrotada, na rua, algum exemplo que justifique, exemplifique. Disputamos a felicidade. Você está feliz? É claro que também estou! Você está triste? Problema é seu. Problemática. Esfregamos na cara dos outros. Se o outro acreditar, acabo por acreditar também na felicidade. Não sei o que quero. O outro me ajuda. O outro me empurra. Ando com vontade de dizer só a verdade. Transgredir. E se eu não quiser agradar ninguém? Serei rejeitado? Amargurado? Negado e expulso do marketing do futuro? Crio muros. Crio mundos, novos mundos. Quero ser eu mesma. Com defeitos e virtudes. Fingir me cansa muito. Aí percebo um furo. Um buraco. Se há buraco negro no Universo, porque não haverá um dentro de mim. O que há do outro lado? Silêncio calado. Noite escura. Foco de luz da lua. Procuro respostas em vão. Está na mão. No coração? Mente não.
É assim?
Quanto mais me esforço pra sorrir e compreender a vida, mais ela tem me retribuído com graça, leveza e solidariedade. Não tenho tudo o que quero (será que realmente quero?), mas tenho tudo o que preciso, tenho fé e todos os sonhos do mundo. Fecho-me em meu casulo pra que você não possa ver minha dor lá no fundo. Mas isso não quer dizer falta de amor. Ao contrário, preciso amar tudo o que faço. Sou uma buscadora. Preciso explorar, encontrar e doar o melhor de mim. Não me contento com o que é melhor pra mim. Viver é um risco. No medo, corro o risco de me perder de mim. E com você, também é assim?
Oi?
Oi? O que estou pensando? hum...difícil. São tantas coisas. Na maior parte do tempo, em nada. Aprendi a relaxar. Você precisa falar sobre o que eu penso? Tudo bem. Sim, desculpe, eu penso. Também tenho uma opinião. Desculpe, não é igual a sua? Graças a Deus! Já pensou se todos pensassem da mesma forma? Se estou errada? Sim, é possível. Desculpa. Eu também estou aqui em constante aprendizado. Também posso errar. É assim que aprendo mais. Desculpe se te magoei. Sim! Você mais uma vez me julgou. Desculpo! É claro que desculpo. Sei que você também está aprendendo. Não me importo. Tiro o melhor. Aprendo. O pior, esqueço. Só me importo com o que eu penso. Oi? O que estou pensando? hum... difícil.
Minha mente, mente minha
Mente minha, minha mente. Apesar de eu não lhe dar o devido valor, não saber como realmente você funciona, apesar de eu não te entender. Que ora é minha amiga, ora minha pior inimiga. Que você me ensine a viver melhor, a amar, a ser serena. Que eu saiba te entender. Que a inveja seja apenas algo que me mostre onde quero chegar. Sem ela, de repente, eu nunca saberia. Que você me mostre outras alternativas para o ciúme. Afinal, só sinto ciúmes de coisas que eu amo. Que você me ajude a raciocinar e enxergar que mesmo sentimentos ruins podem ser transformados em bons. Que você me mostre que sempre tem o outro lado da história. Outra mente em ação. Meu coração, meus sentimentos, me mostram sempre caminhos. Que o pânico não tome conta de você, de mim. Ensine-me caminhos para digeri-lo. É você, minha querida, minha mente, mente minha, quem me auxilia. Que você trabalhe melhor, para o bem, a cada dia!
segunda-feira, janeiro 30, 2012
Férias da monotonia do ser
Férias, o que significa?
Enquanto muitos procuram
Distração por fora
Faço uma imersão
Mergulho
Vou fundo
Busco algo por dentro
Num livro, num vídeo, no outro
No íntimo de mim
Não é algo melhor
Ou pior que ninguém
Só algo que chama
Pois o silêncio reclama
Fala o quão agitado é meu ser
São palavras, frases, histórias
Lembranças, andanças, mudanças
Que preciso fazer
Que inquieta meu ser
Ser o quê?
Preciso fazer minha parte
Quero alimentar a minha arte
Ter resiliência, persistência
Por mais que digam o contrário
Sei que sou algo único
Algo entre muitos
Algo que não posso trancar no armário
Alienar-me, tornar-me ordinário
É minha história
Minha memória
Minha visão
Minha pretensão
Resultado de minha ação
O que fazer, então?
Quero acreditar
Num mundo imaginário
Mágico
Por que não?
Somos tão bizarros
Um universo de contradição
Tão contrários a algo estático
Fidelidade de otários
Não acredito mais
Nessa religião irracional
Ou nessa realidade racional
Que o ser humano criou
Há pouco tempo
Justamente com nome de Renascimento
Enterramos o que de mais precioso temos
Não me contento
Vou fundo
Em busca do sexto, sétimo sentido, mergulho
Cada vez mais profundo
Descubro novos sentidos, crio mundos
Para felicidade, sucesso, retorno, algo novo
Não algo fabricado, que está no entorno
Não quero mais pagar caro
Viver no serrado
O marketing do futuro
Nada é mais frustrante
Do que correr, correr
E terminar afogado
Uma vida toda
Por algo
Que não era o esperado
Ralo, insípido, abstrato
Os deuses vão ajudar
Quem continuar pensando
Sonhando
Por uma vida mais equilibrada
Mas amorosa
Mas harmoniosa
Sentido abstrato
Algo nato
Sem esforços heróicos
Quero algo de saciedade
Satisfação.
Enquanto muitos procuram
Distração por fora
Faço uma imersão
Mergulho
Vou fundo
Busco algo por dentro
Num livro, num vídeo, no outro
No íntimo de mim
Não é algo melhor
Ou pior que ninguém
Só algo que chama
Pois o silêncio reclama
Fala o quão agitado é meu ser
São palavras, frases, histórias
Lembranças, andanças, mudanças
Que preciso fazer
Que inquieta meu ser
Ser o quê?
Preciso fazer minha parte
Quero alimentar a minha arte
Ter resiliência, persistência
Por mais que digam o contrário
Sei que sou algo único
Algo entre muitos
Algo que não posso trancar no armário
Alienar-me, tornar-me ordinário
É minha história
Minha memória
Minha visão
Minha pretensão
Resultado de minha ação
O que fazer, então?
Quero acreditar
Num mundo imaginário
Mágico
Por que não?
Somos tão bizarros
Um universo de contradição
Tão contrários a algo estático
Fidelidade de otários
Não acredito mais
Nessa religião irracional
Ou nessa realidade racional
Que o ser humano criou
Há pouco tempo
Justamente com nome de Renascimento
Enterramos o que de mais precioso temos
Não me contento
Vou fundo
Em busca do sexto, sétimo sentido, mergulho
Cada vez mais profundo
Descubro novos sentidos, crio mundos
Para felicidade, sucesso, retorno, algo novo
Não algo fabricado, que está no entorno
Não quero mais pagar caro
Viver no serrado
O marketing do futuro
Nada é mais frustrante
Do que correr, correr
E terminar afogado
Uma vida toda
Por algo
Que não era o esperado
Ralo, insípido, abstrato
Os deuses vão ajudar
Quem continuar pensando
Sonhando
Por uma vida mais equilibrada
Mas amorosa
Mas harmoniosa
Sentido abstrato
Algo nato
Sem esforços heróicos
Quero algo de saciedade
Satisfação.
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