Procuro
Algo que conforte
Algo que acalme
Algo útil
Algo um tanto inútil também
Encontro
Sempre encontros
Um tanto de sonhos
Encontros e desencontros
Dentre tantos contos
Num mar de ilusão
Percebo a rejeição
A sua não aceitação
De que nada é pra sempre
Busca de certeza
Num lodo a afundar
Não é minha
A culpa não foi minha
Não julgues como sina
Perder ou ganhar
Quando você tinha
Ou não tinha sua perfeição
Não fui eu quem disse perdão
Busco sossego
Dividir sem apego
Sem pensar em erros
Um tanto de compreensão
Não uma lista de obrigações
Atitudes não cumpridas
Pra merecer sua atenção
Não acredito em fórmulas.
Quero vida
Quero dar vida
A outras vidas
Não a brigas
Não a egoísmos mortos
Carências passadas
Ou mágoas futuras
Vamos lá
Você também pode tentar
Fazer continuar
Não me condene pelo que não fiz
É o seu passado quem diz
Mostra que não é feliz
Por que seguir quando nem ao menos és?
Escritos em tantas palavras
Dou vida
Até a outra vida
Mas não duvides
Não sentes
Não invente
Não.
Carioca não queimada de praia, jornalista, articulista, artista, cantora, mais conhecida como Bixxcoito. Não, não é porque todo mundo come. Preciso deixar claro. É porque vivi na terra da garoa há alguns anos. A rivalidade entre RJ e SP levou-me a este título. De volta ao Rio, resolveu ser também atriz, produtora e escritora. Escreve sobre coisas que leu, viu, sentiu, enxergou, imagina que sentiram, imaginou. Tem todos os sonhos do mundo. Mais?
sábado, junho 14, 2014
quinta-feira, maio 29, 2014
Diz
Como é bom acordar um dia
E perceber que é leve o peso que se tinha.
No mesmo vento sorrateiro que veio, ele se foi.
Plantei o bem que eu quis.
Hoje colho feliz.
O sorriso é quem diz.
E perceber que é leve o peso que se tinha.
No mesmo vento sorrateiro que veio, ele se foi.
Plantei o bem que eu quis.
Hoje colho feliz.
O sorriso é quem diz.
Algum sentido nisso
Não é possível
Ficar com o confortável
Conformada
Enquanto a alma for inquieta
Não é verossímil
Atiro
Os fios da tensão
Tesão
Mente não deixa
Cereja
Corpo almeja
Eis a questão
Algum sentido?
Não
Ficar com o confortável
Conformada
Enquanto a alma for inquieta
Não é verossímil
Atiro
Os fios da tensão
Tesão
Mente não deixa
Cereja
Corpo almeja
Eis a questão
Algum sentido?
Não
SONHO QUE VIVI
Um dia sonhei
Experimentei sonhar por um momento
Que outras vidas eu tinha
Que um dia eu poderia
Uma revolução começaria
Foi dolorido
Não foram só risos
Almas mim ferviam
Histórias a contar saíam
Despi-me da vergonha
Tranquei meu ego num quarto escuro
Exaltei o teatro
E ele me deu muito em troca
A arte não é só fantasia
É uma grande família
Que se encontra nos palcos
Nos palcos da vida
Obrigada aos meus companheiros
Todos os mestres que me deram
Ferramentas, coragem e exemplos
Pra seguir em frente
Mesmo com tantos contratempos
Da cena, do proscênio
Trouxe todos aqui pra dentro
O teatro salva minha vida
Já que morremos um pouco todos os dias
Evoé, queridos
Contem sempre comigo
Que os Deuses me acompanhem
Que estejam sempre entre os meus amigos
Pois arte não se faz sozinho
Não acredito! O dia chegou.
O último dia da temporada de Yerma.
As cortinas se fecham
Essa foi a formatura que eu pedi pra Dionísio.
Viver a CAL foi um sonho mais que lindo.
domingo, março 09, 2014
Futuro feliz
Ansiosa e muito feliz por estar chegando o que está por vir. Que o tempo que chega deixe ir embora o tempo que se foi. E que o coração aqueça e distribua o sol que brilha em mim. Que o meu futuro seja assim.
OTIMISTA DEMAIS
Nunca vou conseguir entender o viver. Porque nascemos na ilusão, crescemos com a falta de conhecimento sobre o ser humano, somos ignorantes a respeito da energia vital e morremos na solidão. A partida é garantida: passagem só de ida e sem companhia. Aos 30 anos, sinto o impacto do final da juventude. Não é da juventude da beleza que falo. É o envelhecimento. Tenho conhecimento agora da fatalidade. A partir dos 30 anos, precisamos rever nossos hábitos, sentimos mais medo. Começamos a perder o eterno. Percebemos quanto somos finitos. Percebo que outros humanos nem 30 anos tiveram. Começo a ser agradecida. Aos 20 anos, sentia-me imbatível, invencível. Percebemos quantas crenças errôneas nos entupiram por décadas. Sinto-me traída. Ninguém sabe de nada. A base para uma boa caminhada neste mundo me foi escondida. Sinto-me entorpecida, me sinto como uma formiga. Somos corrosivos, somos destrutivos, somos tão frágeis, somos tão amáveis. Anarquista me tornei, da vida me afastei, em religiões me perdi, no meu interior busquei e nada encontrei. A mente acalmei. O segredo é a interpretação dos fatos. Um copo cheio esvaziei, muitas conversas travei, da culpa me livrei. Não sinto culpa, não sinto mais medo. A arte da vida me atraiu. Sei o que fiz com meus anos de vida. O que será que você decidiu fazer com o seu tempo? O passado e o futuro ignorei. O presente pode ser de grego mas é a única coisa que realmente possuo. Converso mais com Deus. Não vale a pena entender. Sentido nunca vai ter. Quero viver bem, que mal tem? Não seguro mais, solto tudo. Como um bumerangue, o que vai, volta. Do mal, da tristeza, crio vida. A arte preenche minha rotina. O silêncio é minha melhor companhia. O amor agora busco, é minha prioridade. Preciso ser amada, confesso. Carinho e atenção curam. Ter amigos é o maior presente. Hoje digo que minha religião é ser positiva. Otimista demais, alegria é paz.
quinta-feira, agosto 15, 2013
EIS QUE
Eis que aqui cheguei
De longe venho
Pra onde, não sei
Eis que sonhos tive
Ainda os tenho
Realizá-los pretendo
Eis que amores vivi
De longe mantenho
Bem perto pretendo
Lábios beijei
Fogos acendi
Em camas, irei deitar
Eis que equilíbrio desejei
Da ressaca, me afastei
Calmaria alcancei
Eis que medos me cegaram
Lutas travei
Dinheiro, busquei
Doenças me atravessaram
Com Deus conversei
Da morte, me afastei
Eis que investiguei sem cessar
Algo alcançar
Julgamentos evitar
Eis que o vento me domou
Maturidade do eu sou é capaz
Hoje reino na paz
Sem me esforçar
Passei a respeitar
Não temer o revés a chegar
Palavras a me maltratar
Buscador de almas, me tornei
Do palco, mergulhei
Intimidade criei
De palavras me embriaguei
Dos livros, suguei
A natureza compreender
Eis que vergonha, nada sei
Que um dia partirei
Tudo acaba, eu sei
Eis que despedir é normal
O anjo da morte é fatal
Por caminhos eu vou
Como errante, o destino assim se fez
Eis que carinhosa, dedicada, eu sou
A saúde voltou, viva estou
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